Descrição: Jilguero de 13–14 cm, muito característico e restrito ao extremo norte de Jujuy. Macho: ventre, garganta e face amarelos; coroa e nuca cinza-acinzentadas; dorso e flancos cinza uniforme; uropígio cinza. O contraste entre a coroa cinza e a face amarela é único entre os jilgueros do noroeste da Argentina. A fêmea apresenta o mesmo padrão geral, porém mais opaco, com o cinza do dorso um pouco mais pardo e o amarelo menos intenso.
Distribuição geográfica: Muito restrito na Argentina ao extremo norte de Jujuy, especialmente em La Quiaca, Yavi e ravinas próximas, quase sempre perto da fronteira com a Bolívia. Fora do país: centro e sul da Bolívia, de Cochabamba até Tarija. Altitude: 2500–3800 m.
Ambiente: Ravinas arbustivas, barrancos, bordas de campos cultivados, áreas pedregosas e povoados altoandinos. Frequenta locais com moitas dispersas e clareiras abertas. Também ocorre próximo a casas rurais.
Comportamento: Alimenta-se no solo, em pares ou grupos de 10–20 indivíduos, e às vezes se associa a outros semilleros andinos. Fora da época reprodutiva costuma formar dormitórios comunais em barrancos, muros ou cavidades arenosas. Seu canto é um trinado áspero e rápido, intercalado com gorjeios, notas secas e frases melódicas curtas.
Alimentação: Principalmente sementes, recolhidas no chão entre gramíneas, arbustos ou solo exposto. Também consome pequenos frutos e, ocasionalmente, artrópodes.
Reprodução: Espécie colonial. Nidifica em buracos e túneis em barrancos, às vezes em estruturas humanas antigas. O ninho é uma pequena taça no fundo do túnel. Põe até 4 ovos brancos manchados.
Categoria de conservação: Não considerada ameaçada. Apesar de sua presença restrita na Argentina, mantém-se estável e é comum em habitats adequados do sul da Bolívia, tolerando ambientes moderadamente modificados.
Autores desta compilação: Diego Carus e Maria Belén Dri – 06/12/2025