Descrição: Churrim pequeno (10,5–11 cm), compacto e de cauda curta, com supercílio branco, máscara cinza-escura e garganta branca. As partes superiores, incluindo a coroa, são pardas com tons acinzentados; o peito e o ventre são cinza-chumbo, e os flancos e infracaudais são pardo-oliva com fino barrado. Bico enegrecido e pernas pardas. Sexos semelhantes; o jovem é mais pardo e com supercílio discreto. Visualmente quase idêntico ao Churrim-de-Sobrancelha-Branca (S. superciliaris); em campo distingue-se quase exclusivamente pelo canto, embora ambas as espécies sejam alopátricas.
Distribuição geográfica: Andes do sul da Bolívia e do noroeste da Argentina (Salta e Jujuy), onde é registrado em locais como Santa Ana (Jujuy), Santa Victoria Oeste e Cuesta del Obispo (Salta); entre 1.700 e 3.200 m de altitude. Durante muito tempo foi considerado exclusivo da Bolívia, até que estudos de vocalizações revelaram sua presença na Argentina em áreas onde era confundido com o Churrim-de-Sobrancelha-Branca.
Ambiente: Gargantas rochosas e encostas úmidas com campos de altitude, bem como florestas montanas de amieiro (Alnus acuminata) e queñoa (Polylepis spp.) nas Yungas, especialmente em áreas com raízes expostas, vegetação densa e musgos.
Alimentação: Consome principalmente pequenos invertebrados e sementes. Alimenta-se no solo ou entre raízes e rochas, movendo-se rapidamente.
Comportamento: Muito terrestre e veloz, quase nunca voa. Esconde-se entre rochas, barrancos e muros de pedra, emitindo chamados ásperos ocasionais. Geralmente visto sozinho ou em casal. Mais ouvido do que observado.
Voz: Canto composto por séries de 3–8 notas, repetidas durante vários minutos a um ritmo de 6–8 por segundo. A primeira nota é mais forte e a última geralmente termina em um “churr” descendente prolongado. Muito mais longo e rítmico que o canto do Churrim-de-Sobrancelha-Branca, que é claramente dissilábico.
Nidificação: Ninhos localizados em fendas ou muros de pedra, construídos com musgos e fibras vegetais. Ambos os adultos alimentam os filhotes.
Categoria de conservação: Espécie não ameaçada na Argentina e classificada como Menor Preocupação (LC) internacionalmente. Embora sua distribuição seja restrita, é considerada comum localmente e tolerante a certo grau de alteração do habitat.
Autores desta compilação: Diego Carus e Maria Belén Dri – 06/12/2025