Descrição: Pingüim de tamanho médio que atinge 70 cm de altura e pesa de 2 a 6 kg. Os adultos apresentam a cabeça, a garganta, o dorso, a região axilar e a cauda negras; a zona ventral é branca; bico curto de cor avermelhada escura a negra com a base emplumada; íris marrom escura com uma conspícua área periocular branca; pernas rosa pálido com a planta e a parte posterior dos tarsos escurecidos. Os juvenis apresentam a garganta branca; o bico e a área periocular são escuros. Os filhotes apresentam penugem de cor cinza claro a fuligem.
Distribuição Geográfica: Circumpolares, em sua maioria restrito à Antártida.
Habitat: Costas, águas costeiras e massas de gelo. Marinhos e pelágicos durante a época não reprodutiva, quando se deslocam mais ao norte em busca de alimento; durante a época reprodutiva, habitam áreas rochosas e sem gelo.
Comportamento: Ao contrário das demais espécies de pingüins, os adultos trocam as penas em blocos de gelo; após a reprodução, os indivíduos se deslocam para áreas ricas em alimento.
Alimentação: Principalmente crustáceos (krill), e em menor grau peixes, anfípodes e cefalópodes, que são capturados por mergulho de perseguição.
Reprodução: Colonial; chegam às colônias entre setembro e outubro; a postura ocorre em novembro; o ninho é uma pequena depressão coberta de seixos; colocam 2 ovos, embora, se a ninhada inicial for perdida, possam colocar uma ninhada de reposição com um único ovo; ambos os sexos incubam por um período de 30-43 dias. Os filhotes se reúnem em creches por volta dos 15 dias. Os indivíduos atingem a maturidade sexual por volta dos 8 anos.
Ameaças e Estado de Conservação: Classificado como "Preocupação Menor (NT)" pela Birdlife International. As populações na Península Antártica estão em declínio, enquanto foi observado que as colônias da região do Mar de Ross aumentaram, gerando um aumento na população global.
REFERÊNCIAS:
Ainley, D., Russell, J., Jenouvrier, S., Woehler, E., Lyver, P. O., Fraser, W. R. and Kooyman, G. L. (2010). Antarctic penguin response to habitat change as Earth’s troposphere reaches 2°C above preindustrial levels. Ecological Monographs. 80(1): 49–66.
Lynch, H. J., Naveen, R., Trathan, P. N. and Fagan, W. F. (2012). Spatially integrated assessment reveals widespread changes in penguin populations on the Antarctic Peninsula. Ecology. 93(6): 1367–1377.
Martínez, I., D. A. Christie, F. Jutglar, E. Garcia, and C. J. Sharpe (2020). Adelie Penguin (Pygoscelis adeliae), version 1.0. In Birds of the World (J. del Hoyo, A. Elliott, J. Sargatal, D. A. Christie, and E. de Juana, Editors). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. https://doi.org/10.2173/bow.adepen1.01
Savigny, C. (2021). Aves del Atlántico Sudoccidental & Antártida. Ediciones LBN.
Autora desta compilação: María Alejandra Sosa - 24/03/2025