Melanophryniscus klappenbachi (Prigioni & Langone, 2000)
Estado de Conservação Internacional (UICN, 2013): Preocupação menor (Least Concern).
Estado de Conservação Nacional (AHA, 2012): Não Ameaçada.
Distribuição Continental: Argentina e Paraguai.
Distribuição dentro da Argentina: Chaco, Corrientes, Formosa e Santiago del Estero.
Descrição: Pequeno (25-30mm). Aparência de “sapo”: corpo robusto e membros curtos. Cabeça ligeiramente mais larga que longa. Pescoço indistinguível. Tímpano não conspícuo. Pupila horizontal. Coloração aposemática. Dorsal preta com manchas amarelas de forma e distribuição irregulares, com uma faixa ou fileira de manchas amarelas transversais entre os olhos. Ventre preto salpicado de amarelo, com uma grande mancha vermelha no terço posterior do abdômen. Solas e palmas vermelhas. Saco vocal médio preto.
Habitat: Pastagens inundáveis e savanas do Chaco Úmido. Peridoméstico.
Hábitos: Diurnos, terrestres e caminhantes.
Alimentação: Pequenos artrópodes, principalmente formigas e pulgões.
Reprodução: De novembro a fevereiro. Tipo “explosivo”, em ambientes aquáticos temporários e após chuvas intensas. Amplexo axilar. Ovos claros (mais de 300) em vários grupos de pequenas massas gelatinosas isoladas, que são aderidas à vegetação submersa.
Comportamento: Quando confrontado com um potencial predador, arqueia o corpo, expondo as cores de advertência das palmas, solas e parte do ventre (“unken-reflex”).
Canto: Durante o dia, fixado à vegetação da margem. Várias notas curtas “cuik..cuik..cuik cuik cuik” seguidas por um trinado “trrrrrriiiiiiii”.
Forma frequente de detecção: Visual e auditiva.
Comentários: Até a sua descrição por Prigioni e Langone (2000), as populações de M. klappenbachi eram consideradas pertencentes a M. stelzneri fulvoguttatus. Enquanto Yanosky et al. (1993) trataram a espécie sob o nome Melanophryniscus stelzneri.
Autor desta descrição: Walter Prado
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